"...é possível que um lápis pareça estar novo, mas todo quebrado por dentro".
Maria Carmem, uma menina de 11 anos, decide escrever sobre o próprio ano de vida. "A pior idade do universo". Inteligente, observadora e profundamente solitária, ela tenta compreender os adultos, a família, a escola, Deus, o amor, o corpo e a morte.
A narrativa acontece a partir do olhar da própria menina, que vive cercada pelos objetos da loja de produtos geriátricos da família — a “loja de velhos”, como ela chama. Nesse ambiente, infância e velhice se misturam, fazendo com que Maria Carmem reflita sobre a solidão na infância; relações familiares; amor e desamor; envelhecimento; vergonha; morte e espiritualidade; descoberta da própria identidade; contraste entre o mundo infantil e o mundo adulto.