sábado, 20 de fevereiro de 2016

"...preciso arrancar coisas sobre você, e isto só consigo pessoalmente...a muito custo."

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

— Não havia nada de errado com nosso casamento, havia? — perguntou ela. — Nós não brigamos. Estávamos no meio da quinta temporada de Dexter! Como você poderia se separar de mim no meio da quinta temporada?

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Ela nunca se dera conta de que era possível passar a vida inteira olhando para quem amávamos de um jeito evasivo, indiferente, como se estivesse deliberadamente borrando a visão, até que algo assim acontecia, e então o simples fato de olhar para essa pessoa era apavorante.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Carta para um amor virtual

Não sei bem o que há em ti que me atrai tanto.
Decerto que não tens a beleza 
de um Apolo 
e, no entanto,
não consigo resistir ao conforto do teu colo.
Tampouco é o excesso de testosterona 
que me impressiona. 
Não vislumbro em ti as características
De um macho alfa tradicional: forte, seguro,
Autossuficiente e mantenedor,
Sonho de consumo da mulher supostamente fragilizada,
Dependente e oprimida de antigamente.

Não és especialmente afetuoso ou doce
Nem sensível o suficiente 
Para forjar em mim um átimo de instinto maternal e protetor.
Aliás, te mostras frequentemente egocêntrico,
tinhoso, 
rude e manhoso,
mas isso- como diria Cazuza, faz parte do teu show –
é da leveza da tua essência, e também me cativou!

Não tens, realmente, 
perfil de protagonista de romance. 
Combinas mais com um conto breve, 
Guarneces melhor uma alegoria... 
trazes contigo algo de lúdico 
de lírico, 
de onírico!

Queres saber se te amo?
Não. Não amo a ti, propriamente.
Amo a tua malandragem sedutora,
Amo o que despertas em mim- essa coisa nova de flertar com o pecado 
E as loucuras que me levas a cometer,
Sem medição de discernimento.

Amo a fêmea faminta de espírito libertário
Que se rendeu à força da natureza.
Amo a mulher que tu revelaste -
esta, que manifesta sentimentos, desejos e carências
Com coragem, autenticidade e transparência!

Amo a ideia de estar apaixonada,
A quimera compartilhada,
E a possibilidade de esquecer quem sou
E quem tu és, para vestir a roupa que nos cabe,
Sem maiores pretensões, sem peias, sem conflitos.

Não te quero namorado,
Muito menos esposo;
Nem mesmo sei se te quero amante.
Não me arrisco adoecer a ilusão;
Não me atrevo a pôr nódoas na poesia.
Profaná-la com a crueza da rotina,
e com o desafio das lutas cotidianas 
quebraria o encanto; desfaria a magia!

Contento-me, pois, com a utopia 
Das aventuras românticas - hollywoodianas.
É carnaval, e ultimamente, 
Ando em união estável com a fantasia.

[Walesca Cassunde]

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Matar não quer dizer a gente pegar o revólver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Só um homem poderia ter uma ideia tão cruel, tão essencialmente estúpida e de uma eficiência tão brutal.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Havia uma mágoa dolorida tão forte nos seus olhos que, se ele quisesse chorar, não ia poder.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Não espero nada. Assim a gente não fica desapontado.
...e então estavam fazendo aquela coisa louca de “um arrancar as roupas do outro esbarrando nas paredes”, o que nunca se faz quando se está numa relação duradoura porque parece muito dramático e, de qualquer modo, não vale o esforço, especialmente se tem algo bom passando na TV.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Ela sabia que naquele momento não havia crianças mais ali. Todos eram grandes, grandes e tristes, ceando a mesma tristeza aos pedaços.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Sem dúvida estava velha demais para batidinhas de capacete e outros flertes desse tipo. Era casada demais. Ou talvez não.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Desejava se apaixonar, não consertar uma relação arruinada.
Pobre, pobre Pandora. Zeus a envia para se casar com Epitemeu, um homem não muito inteligente que ela nunca viu, e que tem um misterioso jarro tampado. Ninguém diz a Pandora uma palavra sobre o jarro. Ninguém diz a ela para não abri-lo. Naturalmente, ela o abre. O que mais poderia fazer? Como ela deveria saber que todos aqueles males terríveis se derramariam para atormentar a humanidade até o fim dos tempos, e a única coisa que restaria no jarro seria a esperança? Por que não havia um selo de advertência? Então todo mundo fica dizendo: Ah, Pandora, onde está sua força de vontade? Disseram-lhe para não abrir a caixa, sua bisbilhoteira, sua mulher típica, com uma curiosidade insaciável; agora veja só o que você fez. Quando, para começar, era um jarro, não uma caixa e, além disso — quantas vezes ela teria que repetir? —, ninguém disse uma palavra sobre não abri-lo!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Sonhei penhascos
Quando havia o jardim aqui ao lado.
Pensei subidas onde não havia rastros.
Extasiada, fodo contigo
Ao invés de ganir diante do nada.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Eu não tive nada a não ser uma predisposição feroz para aceitar as coisas como elas são e ir tocando para frente.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

...um dia você fará quarenta anos e aos poucos vai perceber que não sente mais os olhares, e a liberdade é um alívio, mas de certa forma também vai sentir faltas deles, e quando um caminhoneiro assobiar enquanto você atravessa a rua, vai pensar: Sério? Pra mim?

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Quando contei que estava com insônia, indagou-me incontente.
Sem a pequena morte de toda noite, como sobreviver à existência de cada dia?



segunda-feira, 29 de junho de 2015

Depois sentou-se diante da televisão, satisfeito como um assassino que está seguro de ter dado sumiço em todos os indícios do crime.

sábado, 27 de junho de 2015

Mas Montalbano tinha a mente retorcida e uma de suas esquisitices era justamente esta: depois de começar a ler qualquer coisa, artigo, ensaio, romance, era incapaz de deixá-la pela metade, devia prosseguir até o fim.
...em segundos o comissário se viu fora da farmácia e seus olhos funcionaram como câmeras, imprimindo-lhe nítidos fotogramas na mente.

Quando a gente se conheceu tu tinha vinte e um anos e era só isso que tu queria. Mas foi gastando. Talvez se eu tivesse a cabeça um pouco mais aberta. Se eu lesse os livros que tu me dava e gostasse. Se eu mudasse com o tempo. Se me interessasse pelo teu mundo. Se eu fosse um pouco mais parecido com alguém que eu não era.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

"Gosto muito do que vivi, de ter abandonado lugares seguros para não me mediocrizar e isto me faz ser livre. Isto me proporciona conhecer pessoas maravilhosas como você."