terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Quase acreditei...

Quase acreditei
que não era nada,
ao me tratarem como nada.

Quase acreditei
que não seria capaz,
quando não me chamavam,
por acharem que eu não era capaz.

Quase acreditei
que não sabia,
quando não me perguntavam
por acharem que eu não sabia.

Quase acreditei
ser diferente entre tantos iguais,
entre tantos capazes e sabidos,
entre tantos que eram
chamados e escolhidos.

Quase acreditei
estar de fora
quando me deixavam de fora
por que...que falta fazia?

E de quase acreditar adoeci;
busquei ajuda com doutores,
mestres, magos e querubins.
Procurei a cura em toda parte
e ela estava tão perto de mim

Me ensinaram a olhar
para dentro de mim mesmo
e perceber que sou exatamente,
como os iguais que me faziam diferente.
E acreditei profundamente em mim.

E tenho como dívida com a vida
Fazer com que cada ser humano
se perceba, se ame, se admire de si mesmo, como verdadeira
fonte de riqueza.

Foi assim que cresci: acreditando
sou exatamente do tamanho de
cada ser humano.

E por acreditar perdi o medo de dizer, de falar, participar e até de cometer enganos.

E se errar?
Paciência, continuo vivendo, e por isso aprendendo.

PORQUE ERRAR É HUMANO

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